29.5.11
20.5.11
CARTA MANIFESTO
No Brasil, marchamos porque aproximadamente 15 mil mulheres são estupradas por ano, e mesmo assim nossa sociedade acha graça quando um humorista faz piada sobre estupro, chegando ao cúmulo de dizer que homens que estupram mulheres feias não merecem cadeia, mas um abraço; marchamos porque nos colocam rebolativas e caladas como mero pano de fundo em programas de TV nas tardes de domingo e utilizam nossa imagem semi-nua para vender cerveja, vendendo a nós mesmas como mero objeto de prazer e consumo dos homens; marchamos porque vivemos em uma cultura patriarcal que aciona diversos dispositivos para reprimir a sexualidade da mulher, nos dividindo em “santas” e “putas”, e muitas mulheres que denunciam estupro são acusadas de terem procurado a violência pela forma como se comportam ou pela forma como estavam vestidas; marchamos porque a mesma sociedade que explora a publicização de nossos corpos voltada ao prazer masculino se escandaliza quando mostramos o seio em público para amamentar nossas filhas e filhos; marchamos porque durante séculos as mulheres negras escravizadas foram estupradas pelos senhores, porque hoje empregadas domésticas são estupradas pelos patrões e porque todas as mulheres, de todas as idades e classes sociais, sofreram ou sofrerão algum tipo de violência ao longo da vida, seja simbólica, psicológica, física ou sexual.
No mundo, marchamos porque desde muito novas somos ensinadas a sentir culpa e vergonha pela expressão de nossa sexualidade e a temer que homens invadam nossos corpos sem o nosso consentimento; marchamos porque muitas de nós somos responsabilizadas pela possibilidade de sermos estupradas, quando são os homens que deveriam ser ensinados a não estuprar; marchamos porque mulheres lésbicas de vários países sofrem o chamado “estupro corretivo” por parte de homens que se acham no direito de puni-las para corrigir o que consideram um desvio sexual; marchamos porque ontem um pai abusou sexualmente de uma filha, porque hoje um marido violentou a esposa e, nesse momento, várias mulheres e meninas estão tendo seus corpos invadidos por homens aos quais elas não deram permissão para fazê-lo, e todas choramos porque sentimos que não podemos fazer nada por nossas irmãs agredidas e mortas diariamente. Mas podemos.
Já fomos chamadas de vadias porque usamos roupas curtas, já fomos chamadas de vadias porque transamos antes do casamento, já fomos chamadas de vadias por simplesmente dizer “não” a um homem, já fomos chamadas de vadias porque levantamos o tom de voz em uma discussão, já fomos chamadas de vadias porque andamos sozinhas à noite e fomos estupradas, já fomos chamadas de vadias porque ficamos bêbadas e sofremos estupro enquanto estávamos inconscientes, por um ou vários homens ao mesmo tempo, já fomos chamadas de vadias quando torturadas e curradas durante a Ditadura Militar. Já fomos e somos diariamente chamadas de vadias apenas porque somos MULHERES.
Mas, hoje, marchamos para dizer que não aceitaremos palavras e ações utilizadas para nos agredir enquanto mulheres. Se, na nossa sociedade machista, algumas são consideradas vadias, TODAS NÓS SOMOS VADIAS. E somos todas santas, e somos todas fortes, e somos todas livres! Somos livres de rótulos, de estereótipos e de qualquer tentativa de opressão masculina à nossa vida, à nossa sexualidade e aos nossos corpos.
Estar no comando de nossa vida sexual não significa que estamos nos abrindo para uma expectativa de violência, e por isso somos solidárias a todas as mulheres estupradas em qualquer circunstância, porque tiveram seus corpos invadidos, porque foram agredidas e humilhadas, tiveram sua dignidade destroçada e muitas vezes foram culpadas por isso. O direito a uma vida livre de violência é um dos direitos mais básicos de toda mulher, e é pela garantia desse direito fundamental que marchamos hoje e marcharemos até que todas sejamos livres.
Somos todas as mulheres do mundo! Mães, filhas, avós, putas, santas, vadias…todas merecemos respeito!
19.5.11
7ª edição do Prêmio Construindo a Igualdade de Gênero
O concurso premia redações e artigos científicos dos estudantes de ensino médio; estudantes de graduação; graduados, especialistas, estudantes de Mestrado; Mestres e estudantes de Doutorado. para fomentar melhor a perspectiva de gênero no meio educacional, em 2009 foi criado um prêmio especial para as escolas de nível médio: Escola Promotora da Igualdade. As inscrições terão início no 1º de junho e se encerrão no dia 16 de setembro de 2011. Outras informações: www.igualdadedegenero.cnpq.br 8.3.11
24.1.11
Convocatória ZONA OCULTA
DE 26 de MARÇO A 01 DE ABRIL DE 2011
inauguração: dia 26 de março 2011, sábado as 17hs
local: rua Camerino, 51, centro, Rio de Janeiro, Brasil
O ZONA OCULTA realizado desde 2004, anualmente, no CEDIM – Conselho Estadual dos Direitos da Mulher para este ano, convida todos os artistas (de ambos os sexos) para uma participação especial no Projeto COR DE ROSA CHOQUE. O evento acontecerá entre os dias 26/03 e 01/04 de 2011 no Espaço Cultural CEDIM HELONEIDA STUDART à Rua Camerino, 51, Centro do Rio de Janeiro.
Este ano, Zona Oculta propõe uma abordagem diferenciada para a ocupação deste Espaço Cultural, onde o conjunto das obras formará uma grande instalação ou uma obra maior que chamaremos de COR DE ROSA CHOQUE.
Nosso objetivo é fazer com que os artistas, na diversidade de suas linguagens e na contemporaneidade do pensamento, criem uma obra maior que fale do gênero mulher.
As obras ocuparão os jardins e deverão seguir os seguintes parâmetros:
1) Todas as obras deverão conter algum elemento em sua composição na cor de rosa choque.
2) Técnica livre podendo ser bi ou tridimensionais.
3) Utilizar como suporte objetos do cotidiano da mulher
4) Medida máxima de 60 cm
5) Peso máximo de 2 kg
Serão bem-vindas performances, intervenções verbais, sonoras etc.
A Montagem será feita pela equipe do evento nos dias 24 e 25 de março de 2011.
Prazo de entrega: 21, 22 e 23 de março, segunda, terça e quarta de 2011 das 11 as 17 hs.
A confirmação deverá ser enviada até o dia 15 de fevereiro de 2011, para o e-mail: lucia.avancini@gmail.com, com ficha de inscrição abaixo prenchida:
Nome artístico, técnica, e-mail e telefone.
Todos os artistas que confirmarem participação terão seus nomes vastamente divulgados em convite virtual, logo é de extrema importância a sua confirmação.
Será um prazer contar com a presença de todos em mais esta edição.
COORDENAÇÃO: Helena Wassersten, Lúcia Avancini e Marilou Winograd
www.zonaoculta.com.br
3.1.11
28.12.10
1.7.10
Leia o panfleto com atenção e fique esperta!
“Boa-noite Cinderela” é a expressão utilizada para designar um conjunto de drogas conhecidas como “rape-drugs”, ou drogas de violação. Estas substâncias apresentam um efeito depressor sobre o sistema nervoso central, principalmente quando combinadas com o álcool, que tem efeito similar.
O nome relaciona-se ao uso das mesmas para dopar vítimas de assaltos, ou abuso sexual. Em alguns casos há lacunas de memória dos eventos no período de intoxicação, podendo o efeito estender-se até três dias e resultar em morte.
Tal crime, que atinge a homens e mulheres, independente de sua orientação sexual, dificilmente, é registrado em Delegacias de Polícia, em função do constrangimento das vítimas em narrar o ocorrido, agravado pelo fato de, por vezes, não conseguirem recordar-se, ou ter certeza do que realmente lhes aconteceu.
A maior parte das denúncias é feita por homens homossexuais. Desta forma, praticamente, não há estimativas sobre a ocorrência dos referidos crimes, quando as vítimas são mulheres, o que garante certa invisibilidade aos mesmos e dificulta a sua prevenção. Por isso:
FIQUE ESPERTA!
Evite levar uma pessoa para casa no primeiro encontro, principalmente, se você não tiver referências concretas e seguras desta pessoa: local de trabalho, moradia, telefone fixo e celular, outras pessoas que o (a) conheçam e conheçam você.
Se você decidir levar a pessoa para sua casa, ou passar a noite com ela noutro lugar (a casa dele, ou dela; ou um motel) ligue para um amigo e avise onde e com quem você está.
Quando sair para a balada, deixe em casa: talão de cheques, cartões de crédito e do banco, e use poucos acessórios. Só leve RG, a quantia necessária em dinheiro e uma folha solta de cheque para pagar a conta, ou para uma emergência; Nunca aceite: bala, bombom, chocolate, chiclete, nem tome qualquer líquido no copo, garrafa, ou lata de quem você acabou de conhecer, ou não conhece direito (alguém que se encontra com você, pode ter colocado alguma substância química na bebida e você ficará a mercê dele, ou dela).
Se for ao banheiro, tome todo o líquido do seu copo e ao voltar peça outro copo ao garçom;
Nunca entre em detalhes da sua vida pessoal nos primeiros encontros;
Caso você apresente resistência em levá-lo (a) para sua casa no primeiro encontro e ele (a) insistir, resista e não leve. Siga sua intuição.
Caso você sinta que está numa relação opressiva e decida terminar tudo, faça isso por telefone, ou email. Se a relação é opressiva, não há motivos para maiores considerações e você pode estar correndo algum tipo de risco que não consegue perceber. Se você, mesmo assim, optar por um encontro, não vá sozinha, o golpe também pode ser aplicado nesse momento.
Caso o golpe aconteça com você, antes de dirigir-se a uma delegacia de polícia para fazer um boletim de ocorrência, procure um escritório de advocacia especializado em direito penal. Sobretudo no caso de constatar ter sofrido algum tipo de abuso sexual, só vá à delegacia na companhia da (o) sua (eu) advogada (o). Você pode ser negligenciada e perder as provas do abuso que sofreu.
Se você sofreu uma violência sexual, não deixe de denunciar. Nada expõe mais as vítimas deste tipo de violência do que a própria violência já sofrida. Além disso, esse é o único recurso existente para impor limites aos agressores.
Esta campanha, promovida pelo Laboratório de Estudos de Gênero (LEG) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), tem como objetivo principal prevenir o golpe “Boa-noite Cinderela” que afeta milhares de pessoas, bem como estimular os debates iniciados no evento “Boa-noite Cinderela: sexualidades periféricas e novas formas de violência”, em abril de 2010, no Instituto de Filosofia e Ciências Sociais (IFCS/UFRJ).
OBS: O folder impresso saiu com um erro na contracapa. No texto inicial, o LEG convida para o encontro "Boa noite Cinderela: sexualidades periféricas e novas formas de violência". No entanto, este evento já aconteceu em abril deste ano.
Produção de Carlos Eduardo Oliva (Ciências Sociais/UFRJ)
Título: Nada justifica a violência contra a Mulher... acabe com essa violência
Uma boa reflexão de Carlos Eduardo, assistam e divulguem!
2.5.10
Boa noite Cinderela - LEG.avi
O encontro "Boa noite Cinderela: sexualidades periféricas e novas formas de violência", aconteceu no dia 28 de abril de 2010, no IFCS/UFRJ. O vídeo, acima, foi apresentado no encontro como parte da programação. Este foi elaborado pelas graduandas Yasmin Scheufler (Ciências Sociais/UFRJ) e Fernanda Barbosa Nepomuceno Costa (História/UFRJ).
22.3.10
25.2.10
APRESENTAÇÃO DO LEG
Coordenado pela Prof. Drª Anna Marina Barbará Pinheiro, da área de teoria política do Departamento de Ciência Política da UFRJ, o LEG responde às demandas de estudantes da UFRJ e de colegas professores da UFRJ, bem como de outras universidades do Rio de Janeiro e do Espírito Santo, na medida em que encontra-se também referido aos temas da sexualidade, da prostituição, dos direitos civis do sexismo, da misoginia, da memória e do esquecimento.
É através desses temas que o LEG busca estabelecer profícua interlocução com o campo das artes no sentido de descobrir e utilizar novas linguagens, bem como de criar novas formas de intervenção nas questões sob as quais reflete e atua conforme a lógica da articulação entre pesquisa, ensino e extensão.
O LEG pretende criar um site a serviço dos interessados que queiram divulgar sua produção acadêmica, intercâmbios, convênios e bolsas na área dos estudos de gênero, bem como suas atividades de intervenção nas questões relativas ao gênero (projetos de geração de renda e microcrédito para mulheres, de prevenção e combate às violências de gênero, de educação sexual e prevenção das DSTs e da AIDS e etc.) no Brasil e no mundo. Pretende-se que o site do LEG se constitua em um dos mais informativos na área dos estudos de gênero, particularizando-se por propiciar a articulação entre a Universidade e a sociedade civil organizada sob a forma de Associações Profissionais, ONGs e Movimentos Sociais comprometidos com o combate às desigualdades de gênero e a todas as formas de opressão e discriminação.
OBJETIVOS DO LEG
Entendemos que os estudantes interessados em atuar neste campo de estudos devem, não apenas fazê-lo com o máximo de excelência, mas também, a partir do acesso aos principais atores sociais (agentes e agências?) que constiuem as relações de gênero num campo político específico (movimentos sociais, associações profissionais e ONGs referidos às mulheres, aos feminismos, à diversidade sexual, à prostituição e à prevenção das DSTs e da AIDS). O LEG pretende facilitar este acesso, bem como politizar o estudo dos temas relativos ao gênero, estimulando o interesse do estudante de ciências sociais, particularmente identificado com a ciência política, pela pesquisa desses temas.
24.2.10
DISCIPLINAS 2010.1
Laboratório de Cultura e Política: Cinema e Política
Segundas feiras de 13:40 às 15:20 h, na sala 427
Metodologia Científica I
Quartas feiras de 13:40 às 15:20 h, na sala 427

